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A mostrar mensagens de julho, 2021

Dark Tranquillity - "Live Damage"

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 2003 - Century Media O tempo passa de forma implacável. Parece que não mas já lá vão vinte anos desde a edição deste "Live Damage", o segundo lançamento em vídeo dos Dark Tranquillity mas que todos consideramos o primeiro a sério - o "Zodijackyl Light" tinha apenas os dois vídeoclips retirados do "The Mind's Eye". A parte que se nota mais pela passagem do tempo nem é em termos sonoros - nesta altura a banda andava já por uma sonoridade algo diferente, sendo que "Damage Done", o álbum que motivou esta digressão, foi o terceiro onde os suecos optaram por uma sonoridade mais moderna. Não, foi mesmo por questões técnicas. Ao visualizar este trabalho numa televisão avantajada, damos por nós a ver o mundo aos quadradinhos. As exigências técnicas da altura eram totalmente diferente e qualquer televisão de 50 polegada (ou menos) era o topo. Tirando esta questão, a qualidade musical e da prestação é bem acima da média mas esta também é uma banda onde...

V/A - "Hypermetal"

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  1996 - Música Alternativa Uma das compilações mais importantes para o metal lusitano, a mais importante talvez a seguir à mítica "Birth Of A Tragedy". Os Moonspell já começavam a ser furor lá fora e o nosso underground populava com uma série de bandas que mostravam estar ao nível do melhor que se fazia lá fora. Os Inhuman (que tema fantástico é "Eternal Martyr"), os Disgorged (antes de mudarem o nome para Heavenwood), Shiver, Anger, The Temple, Web, entre muitos outros. Maior parte dos temas foram retirados de demos mas a qualidade sonora é bem acima da média e um retrato do underground no final da década de noventa. Parece que foi uma vida inteira atrás e de certa maneira até foi, mas é um momento histórico que tive que procurar e adquirir - o meu primeiro contacto foi através de um amigo que tinha e emprestou-me para gravar em cassete. 9/10

V/A - "The Holy Bible 1992...2002"

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 2008 - Holy Records Mega colecção das compilações que inclui os volumes IV, III e II da compilação The Holy Bible e que traz ainda o tributo aos Paradise Lost que já analisei aqui também. Até seria preferível que tivessem juntado o primeiro volume do que este tributo mas as razões para esta caixa poderia até ter sido uma forma de rentabilizar excesso de stock - provavelmente não, mas quem sabe? O que é engraçado nestas compilações é que as mesmas contam quase sempre com as mesmas bandas e de volume para volume (e até no CD de tributo) conseguimos ter uma noção da sua evolução ao longo dos anos. Como já disse antes, a Holy Records foi uma das mais interessantes editoras europeias, concentrando bandas com uma visão alternativa dentro do espectro da música extrema e gótica e aqui esta é uma forma de ter noção disso mesmo. Uma peça recomendada para quem quer perceber o underground do final do século passado e a sua riqueza. 7/10

V/A - "A Call To Irons 2 - A Tribute To Iron Maiden"

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 1999 - Dwell Records Final da década de noventa, a Dwell Records a explorar ao máximo a sua galinha dos ovos de ouro que iria ter uma duração muito limitada. Muito graças a termos bandas desconhcidas, com uma sonoridade muitas das vezes manhosa a tocar temas normalmente batidos. Algo que se acentua ainda mais com a passagem do tempo. Inferior ao primeiro volume, vale pela curiosidade histórica de um momento no tempo onde as compilações tanto tinham interesse como o foram perdendo aos poucos. 5/10

V/A - "Hell Bent For Leather - Tribute To Judas Priest"

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1999 - Dwell Records O chamado tributo dos pobres. Os "pobres" não se referindo aos Judas Priest mas a alguns dos nomes que aqui surgem, com honrosas excepções - sendo elas Angel Corpse, Agent Steel, Steel Prophet e Vital Remains (e os Winters Bane um pouco mais abaixo, vá). Era o modus operandi da editora Dwell Records que encontrou um nicho que foi explorado até não dar mais. A forma de fazer compilações de bandas das quais não tinham os direitos para a fazer. E pelo meio até temos aqui umas covers bem engraçadas sendo a "Beyond The Realms Of Death" pelos Agent Steel de longe uma das melhores. Não sobrevive o teste do tempo mas para ouvir de vez em quando, não desilude também. 6.5/10 

V/A - "A Celebration Of Blues - The Great Guitarrists Vol.1/2/3"

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1996 - St. Clair Entertainment Group, Inc. Optei por juntar no mesmo saco os três volumes desta fantástica compilação. O conhecimento geral dos grandes guitarristas de blues é bastante reduzido. Claro que existem nomes transversais como B.B. King e Stevie Ray Vaughan e os guitarristas que por lá passaram mas sempre fizeram outras coisas noutros géneros (como Eric Clapton, Jimi Hendrix, entre outros), pelo que esta compilação é excelente para apresentar mais uma série de nomes para quem quiser acompanhar o blues um pouco mais a fundo. E mesmo que não tenham esse propósito, são 3 Cds que se ouvem bastante bem. 8/10

V/A - Music Rough Guides - "Scottish Folk"

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  2010 - World Music Network / Music Rough Guides Não me canso destas compilações. Além de ser fã de folk, o melhor é mesmo ir à gonte e aqui temos 16 propostas diferentes onde o mood vai do mais festivo ao melancólico. Curiosamente, a predominância é mesmo do mais melancólico, algo que também ia de encontro às ideias que eu tinha já em mente. E como é normal nestas edições especiais, temos ainda um CD bónus de Maggie MacInnes - que também é uma das artistas representadas no primeiro CD. Uma beleza marcante e que é mais que recomendada para quem tem um fraquinho por este tipo de música. 9/10 

O.S.T. - "Dracula by John Williams"

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1979/1990 - Varèse Sarabande  Este é das poucas bandas sonoras que tenho de um filme que nunca vi. A verdade é que ver Frank Langella (um actor que aprecio) como Drácula, também não é uma ideia sedutora. Apesar disso esta banda sonora é mais um excelente trabalho de John Williams que na altura (no final da década de setenta) estava no auge da sua popularidade com as bandas sonoras de filmes como "Tubarão", "Guerra das Estrelas", "Encontros Imediatos de Terceiro Grau" e "Super-Homem". Este terá sido o filme menos conhecido do lote - foi um fracasso nas bilheteiras mas a música sobrevive para além dele. Aliás, John Badham dá o seu testemunho no livreto do CD onde refere que a música dos filmes raramente sobrevive sozinha e que John Williams foi um dos primeiros a provar o contrário com o seu trabalho. Este CD é a prova disso mesmo. 8/10 

ZZ Top - "Mescalero"

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 2003 - RCA ZZ Top moderno. É algo que por príncipio não parece fazer sentido. Não que seja contra a evolução de qualquer banda mas por vezes as coisas não resultam lá muito bem. Tenho de confessar que este é um desses casos. O groove moderno da produção contrasta com o feeling blues que deve ser puiro e orgânico. Também temos aqui uma toada mais country e mais próxima da sonoridade tradicional mexicana. É um seguimento natural de "XXX" mas na minha opinião, não tão bem conseguido. Demasiado artificial e descaracterizado (a bateria à "St. Anger" também não ajuda em nada) apesar de termos sempre um solo ou outro de bom gosto. 4/10

V/A - "Tribute To Sarcófago"

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 2001 - Cogumelo Este foi um tributo ao qual nunca prestei especial atenção. Apesar de Sarcófago ter um lugar de destaque nas raízes da música extrema ao lado de nomes como Sepultura, a verdade é que o seu legado sempre foi mais curto e não goza do impacto que os trabalhos dos seus compatriotas alcançaram. Ainda assim, os seus primeiros trabalhos foram fundamentais para a génese do black/death metal. e não é por acaso que o primeiro álbum, o mítico "I.N.R.I.", esteja aqui representado quase por inteiro. Temos alguns nomes fortes como Angel Corpse, Impaled Nazarene, Exhumed e Satyricon ao lado de alguns interessantes do underground interessante como os Mystifier e Sexthrash. A qualidade sonora nem sempre é boa mas tendo em conta que se está a homenagear uma dos mitos do underground da década de oitenta, até é adequado. Escusado seria termos vários temas repetidos... 5/10

ZZ Top - "Tres Hombres"

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  1973 - Warner Bros Terceiro álbum dos power trio texano mais implacável de sempre. Pelo menos quando o assunto é blues rock. É o que se tem aqui com fartura ao longo de pouco mais de meia hora. De "Beer Drinkers Hell Raisers" ao clássico imortal "La Grange", este é um álbum essencial e que já aqui demonstrava muita coisa que seria depois usada por centenas de bandas (ou milhares) dentro do género stoner/desert rock. "Tres Hombres" tresanda a década de setenta e traz-nos esse cheiro com a satisfação de hoje em dia soar igualmente bem tal como antes. Clássico. 9/10

ZZ Top - "Afterburner"

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  1985 - Warner Bros E aqui as coisas vão já para terrenos pantanosos. Embora seja a evolução natural após o sucesso de "Eliminator" que abriu a porta definitivamente para o som dos sintetizadores, o resultado não é tão memorável. Temos bons solos, boas melodias, a voz de Billy Gibbons com o mesmo estilo de sempre, ainda que um pouco mais melódica mas depois toda a estética é a da típica de banda descartável de rock FM da década de oitenta. Claro que há temas que mesmo assim perduram no teste do tempo sendo que o principal é mesmo "Rough Boy", uma bonita balada. "Planet Of Women" e "Sleeping Bag" também são temas que sobrevivem à rasca mas de resto, temos pouco mais. 5/10

V/A - "In Conspiracy With Satan - A Tribute To Bathory"

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2001 - Hammerheart Tributo mais que merecido a ujma das bandas mais influentes da música extrema, tanto no black metal como também no que se convencionou chamar de viking metal. Aqui temos bandas a concentrarem-se sobretudo na primeira fase da banda ou não fosse composta essencialmente por bandas de black metal, sendo que o mais longe que vão é até 1988. Poderá pecar um pouco por defeito, mas se surgissem outras representações dos Bathory, provavelmente não teria o mesmo impacto. Para os fãs de black metal, esta é um tributo que vale a pena ter. 8/10 

Golgotha - "Wet Dreams Of The Insane"

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  1991 - Needle Freak Assim que comecei a ouvir, pensei... conheço esta voz de qualquer lado. Pois é, era a voz inconfundível de Dax Riggs, o vocalista dos Acid Bath. Aliás, toda a banda é composta por músicos que iriam fazer parte dos Acid Bath. De forma interessante e tirando uns certos jeitos thrash metal - muito fugazes - aquilo que apresentaram aqui estaria mais próximo dos Acid Bath até mais do que aquilo que fizeram nos primeiros tempos. Há uma abordagem mais metal mas também uma agressividade latente que iria tomar outras formas. A produção é pobre mas isso também já se esperava. 5.5/10

Acid Bath - "Demo II"

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  1993 - Edição de Autor Como já devem ter percebido, esta é a segunda demo dos Acid Bath, que já os apresenta mais próximos da sonoridade que iriam adoptar. Mais focados e mais corrosivos, o noise rock continua a marcar posição mas já se vê mais do sludge. A voz de Dax Riggs é mais uma vez o destaque, principalmente pelas diversas abordagens que encarna. Produção parece ser mais de um ensaio do que duma demo mas tendo em conta que a primeira também foi gravada ao vivo, não me espantaria que esta tivesse sido registada num ensaio onde a banda chegou, tocou e foi-se embora. 5.5/10

Acid Bath - "Screams Of The Butterflies"

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  1992 - Edição de Autor Demos ao vivo. Quem é que começa a carreira assim? Só mesmo os Acid Bath que apresentam quase uma hora de um som que estava mais próximo do death metal e de uma espécie de rock noise do que propriamente do sludge - que mesmo assim consegue surgir por aqui. No entanto, é interessante reparar que a banda desde cedo tinha a apetência para meter muita coisa diferente no mesmo tacho. Isso e a riqueza da voz de Dax Riggs. A qualidade, como se poderia prever, é pobre mas boa o suficiente para que se consiga perceber o que a banda estava a fazer, o que também é uma surpresa. 5/10

Acid Bath - "Paegan Terrorist Tactics"

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1996 - Rotten Records Este foi um dos primeiros álbuns que me surgiu em MP3. Foi o nome que me chamou a atenção mas lembro-me de me sentir desiludido,a final sludge metal não era bem aquilo que andava à procura. Tenho ideia que com o passar dos anos e principalmente pelo facto da banda ter acabado pouco tempo depois, que este álbum foi elevado a estatuto de culto e tal não é propositado. A qualidade da sua música e principalmente a sua dinâmica demonstra que estava bem à frente do seu tempo. Não é que não tivessemos algumas bandas a fazer algo mais ou menos parecido - como os Crowbar - mas havia uma abrangência única, que poderia ir do apelo quase comercial de faixas como "Graveflower", que traz um sabor bastante alternativo. Não sendo daqueles álbuns imediatos, "Paegan Terrorist Tacticts" é uma bela surpresa para quem gosta de sludge maleável. E claro, a acústica "Dead Girl" é um das coisas mais macabramente belas alguma vez feitas. 8.5/10  

ZZ Top - "Greatest Hits"

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  1992 - Warner Bros. Compilação obrigatória para quem não conhece a banda. Terão aqui todas as principais músicas até 1992 - claro que podemos sempre queixar-nos de uma ou outra música terem ficado de fora mas estes são mesmo os grandes sucessos do power trio texano. Temos duas músicas inéditas, uma versão para o clássico de Elvis, "Viva Las Vegas" e um original, "Gun Love". Fora isso é clássico atrás de clássico. Portanto se querem apaixonar-se pela banda, com passagem por várias fases da sua carreira até 1992, este é um passo incontornável. 8/10 

ZZ Top - "Eliminator"

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1983 - Warner Bros. Junção perfeita dos ZZ Top clássicos (blues rock e hard rock) com os sintetizadores. Embora possa ser discutível que este seja o seu melhor trabalho, para mim este será um álbum onde não existem qualquer tipo de fillers e tudo resulta na perfeição. Sem experimentalismos chatos - os que temos resultam bem como "Thug" - este é um álbum típico da década de oitenta que provou que poderíamos ter rock e um som moderno a conviver muito bem. Não só resultou naquela época como resulta agora cada vez que pegamos nele. E foi aqui o expoente máximo da popularidade dos ZZ Top. 9/10  

V/A - "As We Die For... Paradise Lost"

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  1998 - Holy Records Mais um tributo da era em que ainda era novidade fazer tributos. Desta feita por parte de uma das bandas mais interessantes do underground, a francesa Holy Records. Convocando grande parte do seu elenco à prata da cada - com apenas Orphaned Land e Godsend como excepção - a abordagem é interessante e fora-da-caixa, tal como já era esperado. Temos uma escolha cronológica, do presente (que na altura era o álbum "One Second") para o passado e com covers bem arrojadas, algumas cantadas em francês - caso da dos Misanthrope ("Forever Failure" rebaptizada "Forever (Shattered) Failure") e dos Stille Volk ("The Painless"). Também curiosidade para os temas mais antigos, supostamente os mais pesados e death metal que foram totalmente transformados e até acabam por ir ao encontro daquilo que a banda britânica estava e iria fazer no futuro). O factor experimental poderá fazer com que não se pegue nele, mas não deixa de ser um tributo valo...

The Waterboys - "This Is The Sea"

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  1985 - Island / Chrysalis Este será o álbum mais vistoso da carreira dos The Waterboys. De tal forma que até nem posso dizer que conheça lá muito bem o resto da carreira. "The Whole Of The Moon" é o imortal tema representativo da banda - provavelmente o maior sucesso de sempre - mas "This Is The Sea" é um álbum de profundidade maior. Bem mais do que qualquer single para satisfazer as necessidades pop da altura. E já lá vão mais de trinta e cinco anos. Consta que abanda avançou para campos mais folk após este terceiro álbum que é o fechar de uma trilogia representativa do som que caracterizou os primeiros tempos. Tanto tempo depois e de apesar de alguns trejeitos próprios da época, este é um álbum que se ouve muito bem e tem um cariz intemporal.  8/10