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A mostrar mensagens de junho, 2021

O.S.T. - "Conan The Barbarian"

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  1982 - MCA Records Apontados por muito como o derradeiro filme do Conan (e foi também o primeiro) grande parte da magia do filme deve-se também à banda sonora fantástica de Basil Poledouris que traz toda a magnificiência e grandisiosidade que a personagem transporta. E magia, sobretudo, a magia de criar imagens com a música. Uma das grandes obras e a uma das grandes justificações pela qual a música de bandas sonoras não deve ser encarada como algo menor em relação à música clássica. Inesquecível e também representativa do género de um compositor que nunca foi valorizado o suficiente. Curiosidade, esta foi a sua primeira banda-sonora sendo que a primeira foi para o filme "Lagoa Azul. 9/10

Xasthur - "Nocturnal Poisoning"

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2002 - Blood, Fire, Death Primeiro álbum de Xasthur, o mítico projecto de black metal depressivo levado a cabo por Scott Conner. Como muitos dos fenómenos do underground do black metal do início do milénio, nem todas sobrevivem ao teste do tempo. Este até nem é dos piores, porque há toda uma ambiência melancólica e melódica que se funde muito bem com o espírito do black metal e em pouco tempo, este álbum torna-se uma espécie de colecção de mantras/riffs black metal que não se consegue evitar de desligar. Não terá um efeito em todos (para algum motivo reforcei a questão "underground") e é enorme (quase setenta minutos) mas por muitos anos que passem, é sempre uma viagem que queremos dar.  8/10

Xandria - "Ravenheart"

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  2004 - Ravenheart Segundo álbum de originais dos Xandria que revelava potencial enorme para conquistar o mercado do metal gótico. Potencial que não é concretizado por completo aqui, por termos demasiados lugares comuns a surgir. No entanto, para complementar a balança, temos temas muito fortes. Os singles  "Eversleeping" e o tema-título  são exemplos disso, da capacidade de fazer temas infecciosos. Nota positiva como incorporam os elementos electrónicos sem descaracterizar o seu som. Poderá não ser um álbum memorável no âmbito geral do estilo mas não deixa de ser interessante para os fãs. 7/10

Xandria - "Ravenheart"

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  2004 - Drakkar Os Xandria foram um caso de popularidade interessante no início do novo milénio. Quando o metal gótico e sinfónico estavam em alta. Os Xandria surgiram num contexto com um enorme potencial para ascender aos níveis de uns Nightwish e Within Temptation que já eram enormes referências. Neste single (e este é o single e não o álbum com o mesmo nome) temos o tema-título que é imediato e viciante. Temos ainda um interessante "Too Close to Breath" e uma versão orquestral de "Ravenheart" que não tem grande impacto. Para os fãs, obviamente. 6/10

V/A - "Slatanic Slaughter II"

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  1996 - Black Mark Segundo volume do tributo da Black Mark aos Slayer, antes de ser moda fazer tributos a quem quer que seja. Mais uma série de nomes pesados como Necrophobic, Cradle Of Filth, Sinister, Benediction, Malevolent Creation, Vader, uns surprendentes Anathema e os nossos Disaffected. Nem todas as versões são memoráveis - a "Angel Of Death" pelos Liers In Wait aparece disfigurada de forma death metal e perde grande parte do seu impacto - mas não deixa de ser uma compilação à qual podemos voltar de vez em quando, até porque estes temas (gravados há pelo menos vinte e cinco anos atrás) não são assim tão fáceis de encontrar. 8/10  

Yes - "Relayer"

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  1974 - Atlantic Frenesim megalómano que elevou a um ponto ainda mais extremo depois do de si já extravagante "Tales From The Topographic Oceans". "The Gates Of Delirium" é uma odisseia progressiva e eclética mas também de algo difícil audição para quem não conheça a banda - ou seja, se for para conhecer, não comecem por aqui. Mais triunfal é pelo facto de ter sido o primeiro álbum após a saída de Rick Wakeman (teclista) que q ueria que a banda fosse numa direcção mais convencional e não tão excentrica em termos de composição. Curiosidade - Vangelis quase que foi um membro de Yes (o que teria sido muito interessante) e Keith Emerson também se juntou aos pretendidos mas o cargo foi para  Patrick Moraz, que trouxe ainda um feeling mais jazzy à música da banda. Um álbum clássico mesmo que demore um bocado a entrar. 8/10

ZZ Top - "El Loco"

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  1981 - Warner Bros. Consta que foi aqui que começou o flirt de longa duração dos ZZ Top com os sintetizadores. Não é por essa razão que este é um dos trabalhos mais esquecíveis da banda apesar de termos aqui alguns temas marcantes como a abertura "Tube Snake Boogie" e "Pear Necklace". Para contrastar temos outros que sao nitidamente o fascínio dos sintetizadores a guiar o caminho como a "Groovy Little Hippie Pad" e "Heaven, Hell Or Houston" (que poderá partilhar com "Manic Mechanic" o trono de pior tema de sempre da banda do Texas. Não é de todo um álbum ao qual se queira voltar... 5/10

V/A - Heavy Metal Rebellion

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  2002 - GUN Uma ideia interessante e que não foi muito explorada: juntar um DVD e um CD no mesmo disco, mudando apenas o lado. Agora também já não vale a pena com os lançamentos em DVD a serem muito pouco procurados.  Aqui temos uma coleccção de bandas e temas que a editora alemã GUN (Great Unlimited Noises) lançou em meados da década de noventa, isto para comemorar o seu décimo aniversário. Muitos deles já estavam completamente desactualizados em relação ao ponto em que as bandas estavam actualmente. Os Grave Digger já tinham lançado dois álbuns após o "Tunes Of War", assim como os Sodom e Kreator. O lado audio traz mais três faixas que o lado DVD, sendo essas faixas as de Accept, Running Wild, Doctor Butcher e Onkel Tom Angelripper (um casos de sucesso na Alemanha que o resto da Europa nunca percebeu bem porquê). Vale como curiosidade histórica do que propriamente algo tenha relevo quasae vinte anos depois. Independentemente da qualidade acima da média da quase totalidade ...

ZZ Top - "Deguëllo"

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1979 - Warner Bros. Depois do hiato inesperado que a banda fez após o lançamento de "Tejas" regressam com vontade de fazer algo diferente. Continuamos a falar de ZZ Top, portanto as águas não são muito agitadas mas foi possível ver que a banda tentava modernizar o seu som, apesar de aqui, na minha opinião, o seu som estar mais tradicional que nunca. Base blues (a provar isso temos a cover do mestre Robert Johnson, "Dust My Broom"), belo do rock boogie e algumas experimentações umas mais memoráveis ("Cheap Sunglasses" que outras ("Manic Mechanic") que é uma das piores músicas que a banda alguma fez. Não é dos melhores trabalhos da banda mas consegue superar o outro e merece o sucesso que fez na altura. 7/10

ZZ Top - "One Foot On The Blues"

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  1994 - Warner Bros. Interessante compilação do trio texano favorito aqui do burgo, que nos traz, como o próprio nome indica, uma selecção de temas da banda que se encaixa no blues. E tendo em conta a abordagem criativa dos ZZ Top na altura - "Antenna" também foi lançado em 1994 - não deixa de ser refrescante e até uma boa playlist que explora a faceta da banda que normalmente não é a mais procurada, mas não deixa de ser uma das suas melhores. Para quem já tem a discografia toda, e numa altura em que é fácil de fazer as suas próprias compilações, será um item pouco relevante. Curioso mas pouco relevante. E isso reflecte-se na nota, não pela música mas pelo produto em si. 6/10  

ZZ Top - "Antenna"

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1994 - RCA Confesso que a faça mais "electrónica" ou digital dos ZZ Top não é a minha preferida mas não deixa de ser um element característico da música da banda do Texas durante a década de oitenta. Por volta dos meados da década de noventa o paradigma já era diferente e a banda prefere dar um passo atrás, mas não abandonando por completo o seu lado mais digital, algo que se nota bastante na bateria que ainda tem aquele feeling "triggado" assim como na própria produção em si que surge com um tom mais moderno. A coisa resulta e há por aqui alguns temas interessantes como a abertura "Pincushion", talvez o mais memorável. Boogie rock modernizado e de certa forma descaracterizado que não é um dos momentos obrigatórios visitar quando se fala da discografia da banda. 6/10

ZZ Top - "Tejas"

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  1976 - London O quinto álbum do power trio texano não é dos seus mais vistosos. O frontman Billy Gibbons diz, retrospectivamente, que este foi um álbum de transição onde a banda preparava o caminho para o som mais moderno que viria marcar a década seguinte. Continua a ter aqui muitos bons momentos do rock pesado movido a blues (ou boogie rock) - "Enjoy & Get It On" e "Ten Dollar Man" são temas que não ficaram na memória colectiva da banda mas que se ouvem muito bem até nos dias de hoje. Aliás, em termos dos valores de produção, não se pode dizer que se tenha um som datado. Soa como se pudesse ter sido registado hoje. Por uma banda retro, é certo, mas ainda assim, testemunho para a sua longevidade. Curiosamente, a banda fez uma pausa, supostamente de 90 dias após a digressão deste álbum que acabou por durar dois anos. Foi durante este período que Gibbons e Hill decidiram deixar crescer a sua barba e criar a imagem icónica que os marcou durante os próximos (mais...

3 Inches of Blood - "Advance and Vanquish"

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  2004 - Roadrunner  E que evolução assinalável tieveram os 3 Inches Of Blood, evolução essa que passou também pela casa que os recebeu, a Roadrunner Records, que na altura até apostava numa sonoridade completamente diferente - um daqueles fenómenos que não se encontra fácil explicação. Não tendo qualquer informação se o álbum foi promovido ou se foi escondido, a qualidade do mesmo fala por si. Aquela dose de heavy/power metal tradicional a que se juntam vocalizações bastante atípicas. No entanto, apesar de manter a sua identidade, as condições são bastante superiores assim como os temas evidenciam-se numa qualidade bem acima. Este é um álbum esquecido, por parte de uma banda que passou ao lado de muita gente mas que merece ser redescoberto. 8/10

3 Inches Of Blood - "Battlecry Under A Wintersun"

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  2002 - Minion Music O que é interessante nas viagens no tempo é que as mesmas dão-nos sempre contexto em relação ao passado, por norma dando uma cor diferente daquela que julgávamos que tivesse. É o caso do álbum de estreia dos canadianos 3 Inches Of Blood. Tendo em conta que é 2002, esta abordagem é sem dúvida refrescante. Uma espécie de fusão entre heavy metal tradicional e power metal, com produção crua e com vocalizações que até parece que estariam mais adequadas para algo mais extremo. O álbum é curto e isso joga a seu favor porque a voz ao fim de alguns temas acaba por cansar. Ainda assim é uma boa surpresa e uma prova que o underground do metal tradicional do início do milénio era bem poderoso. Boa surpresa e uma banda que, já tendo acabado, dá vontade de conhecer mais a fundo.     7/10

E.A.K / Crushing Sun - "Bipolar"

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  2008 - Major Label Industries É curioso olhar para o passado recente da música pesada nacional e reparar como a mesma mudou em tão pouco tempo. Onde se vivia um período de expansão (explosão?) de bandas novas que estavam a surgir, dee editoras entusiasmadas por apostar e divulgar essas mesmas bandas. Aqui juntam-se duas delas, que até nem são tão semelhantes em termo de som. Os E.A.K. (que tinham Paulo Rui como vocalista, antes dos Besta e Redemptus) tocam uma mistura de hardcore metalizado que se destacam pela sua energia e por apresentarem um espírito diferente dentro daquilo que se fazia na altura. Já os Crushing Sun orientam-se mais para o sludge mas tendo alguns pontos em comum com os seus parceiros de disco. É uma boa apresentação das bandas e para quem não está de costas voltadas para as sonoridades mais modernas - que por esta altura já não são tão modernas quanto isso. Ambas as bandas lançaram álbuns após este split mas acabaram não fazer mais nada e no caso dos E.A.K. a...

V/A - "Swedish Death Metal"

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  2009 - Index Verlag Muitas vezes disse que as compilações perderam muito (se não todo) do seu valor comercial. Numa altura em que a música está por todo o lado, é fácil cada um fazer as suas próprias playlists e manter-se a par do que vai saindo. Embora o que acontece muitas vezes é termos algoritmos a trazer-nos aquilo que acham que nós queremos ou precisamos mas isso seja outra história. E depois temos compilações como esta que vai recapturar, tal qual uma enciclopédia, pedaços de história e os junta para não ficar esquecido. O death metal sueco é especial, marcou uma época da música pesada e um estilo que depois foi copiado para uma série de outros géneros. E aqui temos muitos destes tesouros, muitos nomes que não foram além das demos, outros que são incontornáveis referências da podridão escandinava e até outros que, em menor número, mostram que não interessam quantos anos passem, este estilo será sempre especial. Para todos os amantes de death metal e coleccionadores, esta c...

V/A - "Death Metal"

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  2009 - Bootleg Um dos raros registos pirata que comprei sem saber que era uma reedição não oficial da mítica compilação que juntou estas quatro bandas. Originalmente lançado em 1984 pela mítica Noise, esta compilação juntava quatro bandas distintas com um rótulo que só tinha a ver com uma delas. Ainda por cima, Hellhammer que viriam a acabar tempo depois para se tornarem os Celtic Frost. Running Wild e Helloween em versões bastante embrionárias enquanto os Dark Avenger não fizeram muito mais do que uma demo. No entanto deixaram para a posteridade boas indicações. Mais uma peça de colecção do que algo a que se recorra com frequência para ouvir, não deixa de ter a sua importância. 7/10 

V/A - "Metropolis 79/89"

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  2009 - Chaosphere Recordings / Raging Planet Excelente compilação lusitana com tributo duplo. Tributo a toda uma série de bandas do pós-punk, ao pop e ao hard rock mas principalmente tributo ao Metropolis Club, um espaço alternativo onde a música deste espectro era celebrada e até tinha um dia dedicado ao metal - julgo eu à Quinta-feira. Um espaço que entretanto já não existe mas que ficou imortalizado com esta série de covers de alguns dos mais emblemáticos projectos nacionais - com muitos também a já não existir. O tempo não perdoa mas a nostalgia, mais que tudo, é de ouro. 8/10

V/A - Blood, Sweat And Tears - A Tribute To Type O'Negative

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 2001 - Zoomica Não é das bandas que se faz mais tributos e como tal, logo aí, temos um grande motivo de interesse. Não há nada que chegue aos originais e esses são intocáveis mas de qualquer forma temos aqui versões muito interessantes por parte de bandas como Frown, Graveworm e Moonlight. Claro que os álbuns mais focados são os incontornáveis "Bloody Kisses" e "October Rust" mas apesar da falta dessa visão alargada, não deixa de ser um item interessante para os fãs da banda. E mais um aperitivo para pegar nos originais que nunca é demais ouvir.  7.5/10

Astrakhan – “Reward In Purpose”

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2016 - War On Music O que é que se passa com as bandas hoje em dia que lançam bombas como álbum de estreia? Não é que nos estejamos a queixar, mas a verdade é que nos últimos tempos é impressionante o número de bandas que surgem com excelentes álbuns de estreia e os   Astrakhan  podem muito bem ser incluídos no grupo, com este “Reward In Purpose”. A forma como   se inicia com o épico “Omajod” é impressionante. Um tema de dez minutos que vai para além das descrições que possamos colocar – embora o rótulo “progressive sludge metal” até lhe faça alguma justiça – mas que nos deixa completamente rendidos. O problema com estes inícios bombásticos é que por vezes acontece sentirmos que o poder de fogo foi todo usado no início, ficando pouco para mostrar depois. Embora concordemos que um tema como estes ficasse melhor no encerramento do álbum, o que é certo é que temos muitas mais coisas boas a acontecer durante o resto de “Reward In Purpose”. Seja pelo peso hipnótico de “Turgid ...

Crystal Ball - "Déjà-Voodoo"

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2016 - Massacre    Os Crystal Ball facilmente encaixam na categoria do happy power metal e são das bandas do género que mais gostamos (sem contar com os Helloween , claro), contando com dezassete anos de carreira e atingindo a marca de novo álbuns, contando já com este "Déjà-Voodoo". O álbum começa precisamente com o tema-título que apresenta-nos uma malha bem pesada sem esquecer a tendência para a melodia contagiosa, marcando o mote para aquilo que podemos encontrar ao longo deste trabalho, que também, diga-se de passagem, era precisamente aquilo que estávamos à espera. A produção está bem forte e cheia mas nem por isso os temas mais melódicos deixam de aparecer - "Suspended" e "Never A Guarantee" poderiam muito bem ter sido escritas na década de oitenta, quando os temas orelhudos mais próprios do glam metal abundavam. Essa proximidade com as refrães peganhentos foi uma das causas para que o chamado happy metal tenha caído em desgraça (a outra foi simple...

Grimness / Holocausto Canibal - "Do The Right Thing / Libido Dispareunia"

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  2003 - Grindmind Records Split que reune os italianos Grimness (agora Grimness 69) e os "nossos" Holocausto Canibal. Os Grimness na altura ainda andavam nos splits enquanto os Holocausto Canibal já tinham lançado dois álbuns. E apesar da parte dos Grimness ser algo inconsequente e pouco memorável - com trinta e sete temas em pouco - enquanto a banda do porto surge com uma produção fulgorante e com o recurso aos já míticos doentios samples. No geral é um split que junta duas facções diferentes do grindcore - uma mais gore a outra mais voltada para o crust - e ambas terão os seus fãs mas sem querer ser parcial (mas provavelmente sendo) a parte dos Holocausto Canibal parece sem dúvida mais interessante. 6/10

V/A - "A Tribute To The Beast Vol.2"

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  2003 - Nuclear Blast Segundo volume e a história dos álbuns de tributo já começava a apresentar nítido cansaço por esta altura. Não, não mudei de ideias, continuo a gostar destas coisas mas a verdade é que nesta época, tínhamos uma série de tributos a bandas como Maiden e os temas escolhidos eram invariavelmente os mesmos. Chega a um cúmulo que esta versão limitada de dois CDs tem na segunda rodela temas que já tinham aparecido (todos juntos) em pelo menos três outros tributos. Ou seja, uma nova definição para chover no molhado. 6/10  

Simbiose / Agathocles - "Split"

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  2010 - Major Label Industries Já há muitas piadas acerca dos inúmeros lançamentos dos Agathocles e apesar de não deixarem de ser um dos nomes incontornáveis do grindcore europeu, o que apresentam aqui não é algo de ser levado a sério. Os Simbiose trazem três músicas poderosas, como é o seu habitual que metem a um canto as seis apresentadas pelos Agathocles que mais parecem versões ensaio do que algo para ser levado a sério. Quando as condições de gravação são assim e os temas são para lá de esquecíveis, bem, também seria fácil para qualquer um lançar trezentos EPs por ano e duzentos split por mês. Vale pela banda portuguesa.   5/10

O.S.T. - "John Carpenter's Vampires"

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1998 - Milan O filme poderá não ser grande coisa mas é representativo do género de John Carpenter, não só como realizador mas como contador de histórias. Histórias essas se contam através de palavras, imagens e sons. Responsável como sempre pelas bandas sonoras dos seus filmes, aqui temos um pequeno twist. Em vez de termos uma banda sonora apoiada em sintetizadores e música electrónica, temos uma componente mais orgânica e perfeita para ilustrar aquele que é, basicamente, um western com vampiros. Bom para relaxar e até é capaz de ter mais alcance que o filme. Um clássico esquecido. 7.5/10 Fernando Ferreira   

Black Magic Fools – “Soul Collector”

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2016 - Edição de Autor Temos um fraquinho, completamente ssumido pelo folk metal embora admitamos que muitas das vezes podemos ser levados a gostarmos de coisas que passado pouco não podemos nem ouvir. Por isso dedicámos alguma atenção especial a este trabalho dos Black Magic Fools, banda sueca que chega assim ao álbum de estreia depois de dois EPs lançados. Antes de mais temos que esclarecer que por folk metal não se deve entender por algo próximo das polkas saltitantes (nada contra elas, que também nos metem a nós aos saltos… salvo seja). A haver um termo de comparação mais correcto será com os saudosos Skyclad – por onde andam eles afinal? Ou seja, temos violinos, temos por vezes flautas e gaitas de foles mas nada em grande profusão – pelo menos estes últimos já que os violinos estão sempre presentes. Assim temos uma base heavy metal, uma boa voz ao estilo de Martin Walkyier mas sem querer soar uma cópia. Aliás como todo o som no geral. Os Skyclad são uma boa forma de vos colocar a ...

Decayed / Excruciate 666 - "Lusitanian & Gallic Black Terror"

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  2015 - Infernal Kommando Records Pela quantidade de splits que os Decayed têm na sua carreira, é sempre uma forma de conhecer bandas novas do underground. Aqui os portugueses juntam-se aos franceses Excruciate 666, com duas abordagens distintas ao black metal. Os Decayed soam a Decayed, um bocado demais do que seria desejável mas também tem fácil explicação, já que estes temas aqui apresentados são retirados de várias fases, onde até temos versões alternativas para três temas já lançados no "Chaos Underground". Das três destaco: "Trilogy: Martelo do Inferno", que traz um feeling mais doom e uma atmosfera muito bem conseguida. Do lado dos Excruciate 666, temos black metal by the book mas nem por isso menos bom. Bons riffs e violência blasfema que dão vontade de conhecer mais a fundo a banda, que também já tem uma carreira discográfica povoada de álbuns e que depois deste split dá vontade de conhecer. 7/10

V/A - "Nuclear Blast AllStars - Out Of The Dark"

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  2007 - Nuclear Blast A ideia é bem entusiasmante e de certa forma semelhante com a da Metal Blade, para celebrar tambéem o seu aniversário. Aqui tivemos duas comissões feita pela Nuclear Blast, uma a Victor Smolski (na altura nos Rage) representando as sonoridades mais melódicas e outra (esta) a Peter Wichers (na altura prestes a voltar aos Soilwork que viria a abandonar novamente), representando o lado mais pesado. Daí o nome, "Into The Light",  "Out Of The Dark". Temos o feeling de compilação, algo que os diferentes vocalistas acentuam, ainda para mais as músicas terem sido compostas especificamente para as vozes em questão. Não foi um álbum que tivesse perdurado no tempo e que serviu como curiosidade na altura. Aliás, lembro-me de me ter passado um pouco ao lado, não havendo por aqui nenhum tema propriamente marcante ou que tenha ficado viral (isto numa altura em que isso só acontecia com correntes de email). Passados estes anos todos, estes temas continuam a s...

Danzig - "Archive De La Morte"

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  2003 - Regain Records O único DVD de Danzig que tenho na minha coleção pessoal e foi um que sentir logo desilusão no início. Bem expremido, estamos a falar de seis temas apenas com um sétimo como faixa bónus em relação ao original. Temos uma série de versões diferentes, takes diferentes da mesma música e dos mesmos vídeos, situando-se ali entre o "III: How The Gods Kill" de 1992 e o EP "Thrall-Demonsweatlive" de 1993. Criativamente é uma das fases interessantes da sua carreira, mas para um DVD ganha interesse só mesmo para quem for fanático. 5/10 

Flagellum Dei / Lux Ferre / Sterkvind - "Kult Of The Black Flame"

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 2003 - War Productions Excelente split de black metal lusitano, representativo de como a cena no início do milénio borbulhava cheia de novas bandas assim como também editoras apostadas em divulgar a "chama negra". Neste caso um dos nomes grandes do underground, Flagellum Dei a marcar presença aqui pouco antes do lançamento do álbum de estreia, com os Lux Ferre também a dar os primeiros passos e ainda o projecto Sterkvind que é nitidamente o elo mais fraco do pacote. Bom som e o espírito mais unidimensional do black metal no seu melhor mas também no seu pior, infelizmente. Isto pelas referências nazis dos Sterkvind, projecto cuja ideologia era de extrema direita (ainda que por vezes negada, afirmando que era patriotismo... exacto) que soam totalmente descabidas e também um retrato de uma franja do underground que se pautava por estes valores. No entanto, musicalmente falando, é mesmo a proposta mais fraca, com a produção e voz a deixarem a desejar. O balanço é positivo e é, a...

Decayed / Darkness - "United In Blasphemy"

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2007 - Aphelion Productions Não escondo de ninguém que sou um grande fã de Decayed e de J.A. e como tal tento arrebanhar os mais variados lançamentos que vai lançado. Este split com os Darkness é um desses lançamentos de underground. Não é dos mais memoráveis. Decayed aqui é uma one-man band que surge com quatro temas que não são grande representação dos momentos mais inspirados da banda, sendo músicas que parece que estavam na gaveta. Ainda assim têm aquele travo característico a Decayed, algo que poucas bandas conseguem manter. Já os italianos Darkness, que entretanto acabaram, também não conseguem fazer melhor, sendo uma proposta desinspirada e até inferior aos Decayed. Split underground apetecível para coleccionadores mas que não é memorável, apesar de alguns pontos positivos. 5/10

Dokuga / Motornoise - Split

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  2010 - Edição de Autor Split refrescante para quem gosta de punk/hardcore e crust e até da javardeira experimental. Não é muito experimental mas ouvir saxofone no contexto punk é sempre algo refrescante e que até resulta na perfeição sempre que surge. São duas propostas até bastante distintas mas que nutrem o mesmo espírito de rebeldia e protesto que faz parte do A.D.N. do estilo. São também duas boas representações da cena do Porto, onde havia (presumo que ainda haja) uma entre-ajuda de assinalar. CD underground, edição de autor e que os fãs do punk/hardcore devem ter, uma pequena preciosidade que fica para a posteridade.    8.5/10