Mensagens

A mostrar mensagens de fevereiro, 2021

V/A - "Death Is Just The Beginning Vol. 7"

Imagem
  2002 - Nuclear Blast E assim chega ao final uma saga. Tal como o sexto volume, este não é particularmente interessante sem grandes destaques a não ser, mais uma vez, os S.O.D., que tem mais uma excelente paródia, desta vez a Slayer com "Seasoning The Obese" com um solo do próprio Kerry King. Não é que não exista variedade, e não é que não se tenham faixas exclusivas. Por esta altura já começa a ser tudo derivativo e as compilações perderam o seu impacto - não terá sido por acaso que a série ficou por aqui. Ainda assim, mais interessante, ligeiramente, que o anterior. 6.5/10 Fernando Ferreira

V/A - "Death... Is Just The Beginning VI"

Imagem
  2000 - Nuclear Blast E um ano depois, nota-se uma grande diferença nas propostas apresentadas, sendo que se anteriormente as propostas mais leves estavam no segundo disco maioritariamente, aqui encontramos um domínio quase total no primeiro e que se espalha até pelo segundo. Serve pelo caracter histórico e retrato do que era a editora em 2000 (e um bocado por arrasto, todo o undergroun). Tem as faixas exclusivas da praxe, mas aquela que é mesmo o grande destaque e carrega isto às costas é de S.O.D. na fantástica paródia aos Manowar, "Raise Your Sword". 6/10 Fernando Ferreira 

V/A - "Death... Is Just The Beginning V"

Imagem
  1999 - Nuclear Blast A mística por esta altura já tinha desaparecido. A mística da compilação. Dos tempos de uma colecção de bandas de música extrema, temos uma representação mais geral do metal e aqui notava-se (e bem) a popularidade que o metal tradicional - principalmente o power metal - estava a ter com a editora a apostar em muitas bandas do género. Mesmo não tendo sido marcante, é um pedaço da história da editora e é um retrato fiel do metal no final do milénio passado e em termos de qualidade talvez supere até o volume anterior.  8/10 Fernando Ferreira

V/A - "Death... Is Just The Beginning IV"

Imagem
  1997 - Nuclear Blast Três anos passaram entre o terceira volume e o quarto volume e o panorama do underground mudou bastante assim como também aquela da editora que maior crescimento apresentou. Mais diversificado - porque também muitos dos nomes apresentaram foram tornando o seu som mais acessível. Não teve o impacto que o anterior teve mas também tem uma maior abertura, que era visível nas contratações da editora por esta altura. Uma abertura mais ao gótico e ao doom. Grandes nomes, grandes temas, algumas preciosisdades, ainda tem o seu charme. 8/10 Fernando Ferreira

V/A - "Death... Is Just The Beginning III"

Imagem
  1994 - Nuclear Blast Este sim, um clássico e um dos grandes responsáveis pela minha introdução ao som extremo. Agora em CD duplo. Foi graças a esta compilação que conheci bandas como Amorphis, Brutality, Pyogenesis, Dissection, Therion Cradle Of Filth, Gorefest, Celestial Season, entre muitas outras. Aliás, há por aqui um seem número de bandas clássicas que ora desapareceram ora continuaram mas que por um motivo ou outro não tiveram um grande impacto em mim - nomes como Benediction, Belphegor, Kataklysm ou Sinister, só para citar alguns - mas que mais tarde se viriam a insinuar de forma mais convincente aos meus ouvidos. Apesar do death metal continuar a ser o centro das atenções, também temos aqui o black metal a marcar presença e até incursões pelo doom e pelo punk. fruto da revolução escandinava e da crescente emergência do género. Um clássico absoluto. 9/10  Fernando Ferreira

V/A - "Death... Is Just The Beginning II"

Imagem
  1992 - Nuclear Blast Aqui já se nota uma evolução palpável. Mais do que fazer número (com bandas repetidas) e mostrar o que tinham no seu cardápio, a Nuclear Blast teve o cuidado de apresentar um tema de cada banda e de juntar temas que ainda não tinham sido lançados e versões diferentes. Ou seja, ter a percepção de que a compilação poderá ser um chamariz para aquilo que vendem, como também torná-lo no produto atractivo. Um produto que ainda hoje é atractivo, mesmo que seja pelo valor histórico. Apesar do foco inicial ser o death metal - daí o título, obviamente - há aqui já umas tentativas de ir mais para além disso. Tesourinho. 8/10 Fernando Ferreira 

V/A - "Death... Is Just The Beginning"

Imagem
  1990 - Nuclear Blast Apesar de ter começado três anos antes, para mim esta é uma das fases mais reconhecíveis da mítica Nuclear Blast e acompanhar a história da editora através destas compilações (pelo menos até um certo ponto) é um exercício que gosto de fazer ocasionalmente. Comecemos então pelo início, e vamos ver alguns dos grandes nomes clássicos do death metal mundial. Temos alguns repetidos - como os Defecation (projecto de Mitch Harris e Mick Harris), Disharmonic Orchestra e Dismember. Tudo muito tradicional e primitivo, mas um retrato real da cena na altura, na vertente europeia com alguns dos nomes a sobreviverem até aos dias de hoje - ou pelo menos a tornarem-se icónicos. Peça de colecção. 7/10 Fernando Ferreira

V/A - "Southern Assault Vol. I"

Imagem
  1996 - Guardians Of Metal Mítica compilação da Guardians Of Metal, quando o black metal era mais que nunca um estilo procurado em todo o lado. Na altura as armas lusitanas não eram tão vistosas como aquelas que nos chegavam do exterior mas temos aqui alguns nomes clássicos. Também temos alguns erros de casting mas compreensíveis - como Candle Seranade que tocavam uma espécie de black metal melódico e melancólico mas sem grande arte. A sua participação torna-se compreensível a partir do momento em que o álbum de estreia foi lançado pela própria Guradians Of Metal.  Depois temos erros de casting por terem muito pouco a ver com black metal, como os Infernal Dreams, os Celestial Dark e In Darkness No lado positivo temos Filii Nigrantium Infernalium, Firstborn Evil numa encarnação embrionária - tema retirado da demo, eles que viriam também a lançar o álbum de estreia pela Guardians. Bom retrato temporal da cena (ainda que seja um retrato longe de ser representativo de toda a cena...

Agoraphobic Nosebleed With Apartment 213 - "Domestic Powerviolence"

Imagem
  2007 - Relapse Records Não será nenhuma falta de educação que o interesse, à primeira vista, deste split será pelo peso que os Agoraphobic Nosebleed têm. Mas é pelos Apartment 213 que as hostilidades começam. Apesar de os podermos considerar como pertencentes ao reino do grind/powerviolence, o andamento deles é mais a puxar ao midtempo do que a explosões grindcore. Ainda assim os seus sete temas são bons o suficiente para justificar a presença. Já os Agoraphonic Nosebleed surpreendem por seguirem a linha dos seus parceiros de disco (e até contam com a participação de Steve, vocalista dos 213) e apresentam-se menos explosivos mas ainda assim eficazes. É uma boa forma, até rara, de vermos os Agoraphobic Nosebleed confortáveis fora da sua zona de conforto. 7/10 Fernando Ferreira

V/A - "High Radiation 4"

Imagem
  1998 - Independent Records E acaba-se em beleza. A última edição desta série de compilações pela editora portuguesa Independent Records é sem dúvida a melhor de todas. Continuamos a ter mais nacionalidades do que a portuguesa tal como na edição anterior, embora nesse rácio tenhamos mais de Portugal e o interesse recair sobretudo nas amostras nacionais. Excelentes temas de Morbid Death, Carima, Imortalis, In Solitude, Ciborium, Buried Alive, um verdadeiro luxo. Das escolhas internacionais, o destaque óbvio vai mesmo para os Lunatic Gods. Memorável e ainda com garra para ter impacto mais de duas décadas depois. 9/10 Fernando Ferreira

Cradle Of Filth - "Peace Through Superior Firepower"

Imagem
  2005 - Roadrunner Esta não será propriamente a fase mais entusiasmante dos Cradle Of Filth. Há um certo desencanto pertante aquilo que a banda era e perante álbuns (e mudanças de formação) que levaram a banda para paragens diferentes daquelas do início da carreira. Apesar destes trabalhos não terem o mesmo impacto em mim, não considero que nenhum dos álbuns em questão sejam propriamente maus. Este concerto foi registado em 2005 em Paris, quando a banda estava na Roadrunner e conseguiu através de "Nymphetamine" ampliar a sua base de fãs - mesmo que fosse através da versão editada do tema-título do que propriamente por qualquer outro tema - e este concerto para a posteridade até se vê bem, quase duas décadas depois. Filmagem profissional e som no ponto. Haverão os críticos, mas gostando da sua banda na generalidade, este é um DVD ao qual se volta sempre com prazer. 8/10 Fernando Ferreira

V/A - "High Radiation 3"

Imagem
  1997 - Independent Records Terceiro round para esta compilação da Independent Records, que a exemplo do segundo volume, não tem grandes momentos de interesses. No entanto, aqui temos uma novidade. Pela primeira vez temos a inclusão de bandas estranjeiras. Aliás, grande parte das bandas são estrangeiras. Isso não quer dizer que a qualidade aumente. Mais focado no death metal e sem grandes destaques, só serve mesmo para completar a colecção. 4/10 Fernando Ferreira

V/A - "High Radiation 2"

Imagem
  1996 - Independent Records Segundo volume, não tão interessasnte como o primeiro. A maior parte destes projectos acabaram por não passar do reino das demo mas ainda assim temos aqui uns Casablanca, uns Oratory ainda em fase muito embrionária, os Agonizing Terror (que eram realmente promissores não fosse o que fosse), Vertebra, uns fantásticos Eternal Mourning. No geral e apesar de alguns bons momentos não impressiona e não é a montra fantástica que foi a primeira edição nem tem impacto hoje em dia - como arrisco a dizer, não terá tido na altura. Ainda assim uma peça de colecção interessante. 6.5/10 Fernando Ferreira

V/A - "High Radiation Vol. I"

Imagem
  1995 - Independent Records Primeiro volume da série de compilações feita pela Independent Records, numa altura em que o metal ainda tinha ilusões de ter alguma projecção perante as editoras mainstream - teve a distribuição pela Polygram. E quando falamos de metal falamos do underground com bandas que vão do Death, Thrash até ao Black. Os nomes mais marcantes e que sobreviveram à passagem do tempo são os Goblin, HateOverGrown, The Temple, Shiver, Thormentor, Etheriel Grief, Inhuman, AfterdDeath e Tortura. Apesar de termos o som algo datado e característico daquilo que era o underground naquela altura - a masterização ficou a cargo de Luís Barros e a produção de muitas destas bandas também - o carácter histórico, por si só, vale a pena guardar este tesouro. 8/10 Fernando Ferreira

V/A - "Keepers Of Jericho - A Tribute To Helloween"

Imagem
  2000 - Arise Records Helloween é um nome que sem dúvida merece um tributo, pela sua influência no power metal como género, principalmente na sua vertente mais happy. Os primórdios serão sempre os tempos mais importantes - tal como indica o próprio título, misturando o título do primeiro álbum com o do segundo e terceiro. Versões surpreendentes por parte dos Rhapsody e Sonata Arctica - para citar os exemplos mais imediatos - mas nem por isso bem conseguidas, principalmente dos Sonata Arctica que inventam demasiado, uma abordagem que tanto lhes trouxe bons como maus resultados nas covers. Mas eles juntam-se bandas como Metalium (quando estavam também na mó de cima), Vision Divine, Brainstorme e Heavens Gate. É um bom tributo que na generalidade cumpre o seu objectivo, com versões que não foram esgotadas até à exaustão. 7.5/10  Fernando Ferreira 

V/A - "Transilvania 666"

Imagem
  1999 - Locomotive Music Mais um tributo... a Iron Maiden. Será que o mundo precisava de tantos tributos a Iron Maiden? Se calhar não, mas neste temos uma tentativa bem conseguida de estar sempre a apresentar as mesmas músicas (e bandas) e com algumas rendições fantásticas em dois discos. A "Strange World" pelos Mago de Oz está uma coisa fantástica. Obviamente recomendado para os fãs da dama de ferro e para os fãs de heavy metal espanhol - maior parte das bandas são espanholas, tal como a editora. 8/10 Fernando Ferreira

Bleeding Display / Cranial Incisored / Diabolical Messiah / Unfleshed - "War & Death Vol I"

Imagem
  2003 - War Productions Este 4 Way split fez-me recuar até aos primórdios, os meus e da Dungeons Records, do underground. Na época em que fazendo uso da tecnologia que havia disponível, o CDr era uma opção bastante válida no underground, barata e forma de fazer lançamentos circularem por todo o mundo. Claro que perdeu rapidamente esse valor mas essa é outra história. Este split reúne duas bandas poderosas do nosso underground (Bleeding Display e Unfleshed) e outras duas que não são tão memoráveis assim. No entanto, não deixa de ser uma boa recordação daqueles tempos e do espírito empreendedor de editoras underground como a War Productions, que continua bem activa. No fundo trata-se de uma compilação de demos - "Bleeding Promotion" dos Bleeding Display; " The Experimental Minds of Instability to Shock Your Therapy System" dos Cranian Incisored; "Diabolical Attack" dos Diabolical Messiah e "Exhuming the Bastards" dos Unfleshed. Para quem vive (e v...

Children Of Bodom - "Chaos Ridden Years - Stockholm Knockout Live"

Imagem
2006 - Spinefarm Records  Este acabou por ser o último trabalho ao vivo (sem contar com o split DVD "The Unholy Alliance Chapter II - Preaching to the Perverted") dos Children Of Bodom e trazem a banda quando estava (ainda) no seu pico de forma, na promoção do álbum "Are You Dead Yet?" - embora aqui se possa afirmar que a decadência criativa já era evidente. Seja como for, um palco fantástico, uma prestação demolidora e um DVD que retrata de forma perfeita aquilo que a banda era em cima do palco. Não só temos o espectáculo de Estocolmo como também temos ainda um documentário que retrata a história da banda até ao momento - seria interessante haver algo deste género mas retratando a carreira da banda na generalidade - assim como todos os vídeos gravados até então. Para todos os fãs de Children Of Bodom, nem vale a pena recomendar, provavelmente já o têm. 9/10 Fernando Ferreira

Carnal Forge - "Destroy Live"

Imagem
  2004 - Metal Mind / Century Media Os Carnal Forge nunca foram das mais bem sucedidas bandas de metal extremo vindas da Suécia mas também nunca apresentaram um mau álbum. Essa regularidade poderá ser apreciada neste que é ainda o seu único registo ao vivo - gravado na Polónia (numa altura onde tudo era gravado na Polónia) e que é também uma excelente introdução ao som da banda - que não é ciência nuclear mas que é bastante eficaz. Para além do concerto registado em 2004 temos ainda mais material bónus gravado em 2003 nos E.U.A e no Japão. A qualidade não é melhor mas é um excelente complemento. 8/10 Fernando Ferreira

V/A - Black End - Black Metal Compilation Vol.II

Imagem
  1996 - Blackend Sem querer estar sempre a dizer a mesma coisa em relação ao poder das compilações (ou samplers), esta da editora Blackend é representativa do excelente momento do black metal (melódico ou não) estava a atravessar nesta altura. Temos aqui temas de álbuns que se tornaram icónicos, temos nomes de bandas icónicos - e não deixo de me surpreender sempre de ver Opeth a ser encarado como black metal no início da sua carreira - mesmo que possa haver alguma ligação em termos de letras - e mais que tudo, temos uma compilação à qual podemos voltar e sentir o mesmo prazer que sentimos na altura. Ainda que o mundo tenha mudado bastante. Talvez por isso mesmo. 8/10 Fernando Ferreira